Seminários 2017

PROGRAMA DOS SEMINÁRIOS

Os seminários propõem uma viagem pelo universo da criação e produção do cinema de não-ficção contemporâneo.

 

master class marta andreu

documentário conteporâneo

2 de outuBRO| 10:00 – 13:30 (parte 1) | 14:30 – 18:00 (parte2)

O que não se vê. Outras notas sobre a ausência

Faz alguns anos que exploramos o lugar da “ausência” no cinema documental, abordando as distintas formas que esta pode chegar a ganhar: o passado, a imagem da imaginação ou do sonho, o desejado, o perdido, o fora de campo, a metáfora, o segredo, o enigma, a ameaça, o silêncio, a promessa…Hoje, com um pouco mais de distância, revisitar esses disfarces do ausente será especialmente pertinente. Em um momento em que o mundo se vê abalado, do exterior mas também do interior, na natureza mas também na política, no público e no privado, em um tempo como o nosso, um tempo que John Berger definiria como o das desaparições, encontrar as formas justas de fazer aparecer o que não está deveria ser um dos nossos grandes compromissos.

Marta Andreu

Foi coordenadora do Mestrado em Documentário Criativo da Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona de 2001 até 2016. Em 2004, criou a produtora Estudi Playtime, com foco em documentários de criação. Desde 2009, é parte da equipe do DocMontevideo. Em 2015, ela criou o Walden, um espaço para assessoria de roteiros de documentários. Ela realiza oficinas e seminários sobre documentário criativo na Europa, América e África, e tem sido consultora e membro do júri de festivais, mercados e instituições como World Cinema Fund (Alemanha), EICTV (Cuba), Lisbondocs (Portugal), Documentary Campus (Egito), DocsDF (México), entre outros.

diálogo documental com Carlos nader

MODERA CLÉBER EDUARDO

APRESENTA HISTÓRIAS QUE FICAM

3 de outubro | 10:00 – 13:30

Carlos Nader tem algumas fases e facetas como diretor, desde suas experiências formais no vídeo-arte nos anos 80/90. Nos últimos anos e obras, tem sido destaque no documentário para cinema com Pan Cinema Permanente, Um Homem Comum e A Paixão de JL, transitando entre artistas viscerais (Wally Salomão e José Leonilson) e um caminhoneiro anônimo. A relação em camadas entre o ser e sua imagem, entre autenticidade e performance, entre espetáculo e intimidade, entre quem filma e quem é filmado, está no centro de seus filmes, também marcados pela conexão por entre o cinema, a morte e a atualização do que e de quem já foi pela imagem e pelos sons. Estas e outras questões estarão em foco na conversa entre Nader e o curador Cléber Eduardo.

Carlos Nader

Carlos Nader é um ensaísta da imagem em movimento, entrelaçando diferentes linguagens que vão do documentário clássico à arte visual. Seus filmes incluem “Trovoada”, o melhor filme para Videokunstpreis (Alemanha, 1998), “Screen”, melhor curta-metragem no Festival de Havana (Cuba, 2012), e Pan-Cinema Permanente, Everyman, A Paixão de JL, melhores documentários escolhidos no Festival É Tudo Verdade (São Paulo, 2008, 2014, 2015).

Cléber Eduardo

É mestre em Cinema pela ECA-USP com pesquisa sobre o documentário brasileiro contemporâneo. Curador da Mostra de Cinema de Tiradentes desde 2007, é professor e pesquisador no Centro Universitário Senac, onde ministra disciplinas sobre história do documentário, realização de documentário e cinema brasileiro contemporâneo. Na mesma instituição, desenvolve pesquisa sobre DRAMATURGIA DOS ESPAÇOS. Foi crítico das revistas Contracampo e Cinética.

master class claire atherton

A ARTE DA MONTAGEM

3 de outubro | 14:30 – 18:00 (parte 1)

4 de outubro  | 10:00 – 13:30 (Parte 2)

Qual o papel da montagem na criação de um filme ? O que há na mente de Claire Atherton quando ela descobre as imagens? O que a guia? Como o material gravado e a visão do cineasta se juntam na edição para fazer um filme? Podemos ver no trabalho de Atherton a crença de que para além da imagem e do som, o tempo é um elemento narrativo e um aspecto essencial do meio cinematográfico. Atherton geralmente compara a edição a escultura. De acordo com ela, a edição dá forma ao filme, e é esse processo que provoca significação. Vamos usar extratos selecionados de filmes para mergulhar na prática e filosofia de edição de Claire Atherton.

Claire Atherton

Claire Atherton é montadora de filme, nascida em 1963 em São Francisco – Estados Unidos. Ela foi atraída desde muito jovem pela filosofia taoísta e por ideogramas visuais. Em 1986, Claire começou a trabalhar com Chantal Akerman em “Cartas a Casa”, que marcou o início de 30 anos de colaboração até o último filme de Akerman “Não é um filme caseiro”, e última instalação “Agora”. Claire Atherton também trabalhou como editora com uma ampla variedade de diretores, jovens cineastas e estudantes de cinema.

Conferências de Indústria

4 de outubro | 14:30 – 18:00 | gratuito

14:30 – 16:00 | PRODUÇÃO DE IMPACTO | Apresenta Spcine

Martha Orozco

Produtora mexicana com experiência em produção de documentários. Suas últimas produções, “Allende mi abuelo allende”, premiado em Cannes 2015. “Nueva Venecia” premiado no festival de Biarritz 2016. Foi nomeada durante três anos consecutivos para a Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas.
Docente ativa desde de 2004, atualmente está a frente da  cadeira de especialidade de produção da EICTV. Martha também é co-autora do livro MANUAL DE PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA.

Luana Lobo

Sócia e diretora de distribuição híbrida da Maria Farinha Filmes (MFF), Luana fez pós graduação em Produção Executiva e Distribuição para Cinema, Tv e novas mídias na New York Film Academy, em Los Angeles. Entre os títulos lançados pela MFF estão “Muito Além do Peso”,”Tarja Branca” e “O Começo da Vida”.Em 2015 fez parte da criação do VIDEOCAMP,que conecta filmes, audiência e causas, para democratizar o acesso e potencializar mobilizações sociais.

Carol Misorelli

Sócia-fundadora da Taturana – Mobilização Social. É graduada em Administração de Empresas (FEA-USP) e Relações Internacionais (PUC-SP) e mestranda em Antropologia Visual (Freie Universitaet Berlin). Trabalha há mais de 15 anos com movimentos e organizações sociais, tendo trabalhado na área de mobilização social do Canal Futura, responsável pela avaliação de impacto social.

16:30 – 17:15 | COPRODUZIR COM CANADÁ | Apresenta Cinema do Brasil

Madelaine Russo

Madelaine Russo é Programadora de Indústria e Negócios de Hot Docs, em Toronto, Canadá. Antes de entrar para Hot Docs foi responsável pelo Mercado de Realidades Alternativas de Sheffield Doc/Fest. Ela também trabalhou como distribuidora de curta-metragem para Ouat Media. Ela tem mestrado em Artes e Estudos Culturais.

17:17 – 18:00 | COPRODUZIR COM CÔLOMBIA | Apresenta BRAVI

Ricardo Cortés

Head of Commissioning Editors do canal Señal Colômbia. Diretor de cinema e televisão da Universidade Nacional da Colômbia, com 12 anos de experiência profissional. Ele foi responsável pelo acompanhamento criativo e de conteúdo de cerca de 50 produções e co-produções, algumas das quais receberam reconhecimento nacional e internacional. Ele atualmente lidera a equipe de produção do Señal Colombia.

Modera:

Luis Antonio Silveira

Físico, educador e produtor executivo, Luis Antonio Silveira é responsável pelo desenvolvimento de mais de 600 programas de TV para canais nacionais e internacionais, duas indicações ao International Emmy Awards. Foi produtor da série “Vermelho Brasil”, para France Television em parceria com a TV Globo, maior coprodução internacional realizada até hoje. Atualmente é diretor do núcleo de história natural e conservação da Canal Azul.

Local

Teatro Unibes Cultural | Rua Oscar Freire 2500, SP.

Ingressos

Os ingressos para cada sessão dos Seminários DOCSP 2017 tem um valor de R$40,00- e estão à venda na plataforma Sympla aquí.

Os ingressos para as Conferências de Indústria são gratuitos e pode reservar sua vaga aquí.