Palestrantes e tutores

Alice Lanari

Diretora audiovisual, roteirista e produtora. Seu primeiro longa-metragem “América Armada” foi selecionado pelo Festival de Havana e premiado no DOCSMX. Seu segundo documentário, “Nunca mais serei a mesma”, acaba de estrear no 10º Olhar de Cinema e no 16º DocsMX . É produtora associada de “Democracia em Vertigem”, original Netflix dirigido por Petra Costa. Foi assistente de direção em dezenas de longas, dentre eles o documentário “Juízo”, de Maria Augusta Ramos. Passou seis anos vivendo entre Argentina e México e em Brasília fundou a produtora Tantas, especializada em conteúdo audiovisual com foco em narrativas femininas. Está vivendo em Quito, no Equador.

AUDREY KAMGA

Audrey Kamga é uma premiada executiva francesa multilíngue com profundo conhecimento e experiência na maioria dos principais mercados de TV, incluindo as Américas e EMEA.

Trabalhando com sucesso na ARTE France – uma das maiores emissoras europeias com financiamento público, ela possui um histórico de distribuição muito diversificado, trabalhando com documentários especiais, séries documentais limitadas, formatos não-roteirizados e entretenimento factual com experiência em vendas, aquisições, marketing e negócios.  Especialista em história da TV e cultura pop, ela realmente acredita na importância do multiculturalismo, diversidade e inclusão, e uma abordagem de gênero equilibrada dentro e fora da tela.

Cléber Eduardo

É curador do DOCSP desde 2015. Tem formação em Cinema, Comunicação e Ciências Sociais. Atua na curadoria do Cineop (Cine Ouro Preto) e coordena o FOFI (Festival Online de Filmes de Inquietação). Esteve curador entre 2007 e 2019 da Mostra de Tiradentes. Foi professor e pesquisador do Centro Universitário Senac entre 2008 e 2020. Como crítico de cinema, escreveu nos jornais Diário Popular e Folha da Tarde, assim como nas revistas Época, Sinopse e Contracampo. Foi um dos criadores da revista Cinética.

Coraci Ruiz

Coraci Ruiz nasceu em São Paulo, Brasil, em 1978. É doutora em Multimeios (2020) e trabalha como documentarista desde 2003, tendo realizado diversos filmes, séries televisivas e vídeos. Seu primeiro longa-metragem, “Cartas para Angola” (2012), participou de mais de 30 festivais em 16 países e foi premiado no Brasil, Angola, Portugal e Bélgica. Seu segundo longa, Limiar (2020), recebeu Prêmio de Melhor Direção no Festival Mix Brasil e foi selecionado no Hot Docs.

Cristina Amaral

Paulista e formada em Cinema pela ECA-USP, é responsável pela montagem de filmes de diretores como Andrea Tonacci, Carlos Reichenbach, Edgard Navarro, Joel Yamaji, Carlos Adriano, Paula Gaitán, Raquel Gerber, entre outros.

A parceria com Carlos Reichenbach iniciou-se em “Alma Corsária” (premiado no Festival de Brasília), e rendeu diversos filmes posteriores, como “Dois Córregos”, “Garotas do ABC”, “Bens Confiscados” e “Falsa Loura”.

Com Andrea Tonacci, seu companheiro de vida, coordenou a produtora Extrema Produção Artística, e assinou a montagem de “Paixões”, “Serras da Desordem” e “Já visto, jamais visto”, entre outros. Mais recentemente, tem feito trabalhos ao lado de jovens realizadores como Adirley Queiroz, Thiago B.Mendonça, Eryk Rocha, Renata Martins, Djin Sganzerla e Jo Serfaty.

Jean-Gabriel Périot

Nascido na França em 1974, Jean-Gabriel Périot dirigiu vários curtas-metragens e desenvolveu seu próprio estilo de edição com imagens de arquivo. A maior parte de suas obras, tanto documentários como ficção, tratam da violência e da história. Seus curtas-metragens, incluindo “Dies Irae”, “Even If She Had Been A Criminal…”, “Nijuman no Borei” e “The Devil” foram exibidos em vários festivais e homenageados com vários prêmios. “A German Youth”, seu primeiro longa-metragem documental, abriu a seção Panorama da Berlinale 2015, foi lançado na França, Alemanha e Suíça e recebeu diversos prêmios em festivais. “Natsu no hikari (Summer Lights)”, seu primeiro longa-metragem de ficção, estreou no festival de cinema de San Sebastian 2016 e foi exibido em festivais antes de seu lançamento nos cinemas franceses em 2017. “Our Defeats” estreou no Fórum da Berlinale 2019. “Returning to Reims [Fragment]” foi selecionado na Quinzena dos Diretores em Cannes 2021.

JÔ SERFATY

Jô Serfaty é uma diretora e roteirista. Mestre em cinema pela UFF. Entre 2012 e 2019 escreveu e dirigiu quatro curtas-metragens. Em 2019 estreou seu primeiro longa-metragem “Um filme de verão”, um retrato híbrido do último verão de quatro adolescentes recém-formados no ensino médio em uma favela do Rio de Janeiro. O filme participou de importantes festivais internacionais como Göteborg IFF, Filmfest Hamburg, Neighbouring Scenes (Lincoln Center) e DocumentaMadrid. Recebeu também Menções Especiais no Doclisboa e no Festival de Mar del Plata. Em 2020, recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema Independente L’Alternativa de Barcelona. Em 2021, começou a integrar a comissão de seleção de fundos de documentário de Sundance. Também já dirigiu videoclipes, campanha política e conteúdos diversos. Atualmente está escrevendo seu segundo longa-metragem, Borda do mundo, selecionado para Brlab.

Joaquim Castro

Joaquim Castro é cineasta e seu primeiro longa como diretor e montador foi Dominguinhos, que participou do DOKLeipzig, BAFICI, É Tudo Verdade, SXSW, IDFA, entre outros e venceu o prêmio de melhor documentário pelo júri popular no G.P. do Cinema Brasileiro. Este ano fez o segundo longa como diretor e montador chamado Máquina do Desejo com estreia no É Tudo Verdade e ganhou o prêmio de melhor montagem e a menção honrosa do júri. Fez a montagem e o desenho de som do filme Democracia em Vertigem de Petra Costa, selecionado para Sundance e nomeado ao Oscar como melhor documentário. Colaborou na montagem do filme Babenco de Bárbara Paz, vencedor do Festival de Veneza de Melhor Doc. Montou o filme O Piano Que Conversa de Marcelo Machado, vencedor do In-Edit Brasil pelo Júri Popular. Montou Olho Nu dirigido por Joel Pizzini, também vencedor do In-Edit Brasil pelo Júri Popular. Montou e fez o som do filme Jards de Eryk Rocha, melhor direção no Festival do Rio. Com Sergio Bernardes montou Tamboro, melhor montagem e prêmio especial do júri no Festival do Rio. Com a Paula Gaitán colaborou na montagem do longa Exilados do Vulcão, melhor filme e melhor montagem no Festival de Brasília e montou o filme Agreste presente na Bienal, Mostra Internacional de S.P e hors concours no Festival do Rio. Montou também Terras de Maya Da Rin com destaque para a seleção de Leipzig, Locarno e ganhou o prêmio Las Câmaras de La Diversidad em Guadalajara.

Júlio Brandão

Diretor de marketing, comunicação e novos negócios na agência internacional de notícias France-Presse no Brasil. Responsável pelo licenciamento de vídeos e fotos do acervo da agência para produções audiovisuais.

 

Karim Aïnouz

Karim Aïnouz é um premiado cineasta, roteirista e artista visual. Estreou como diretor com “Madame Satã” (Cannes Un Certain, Regard 2002). Seus outros trabalhos incluem “Marinheiro das Montanhas” (Seleção Oficial Cannes, 2021), “Nardjes A.” (Berlin Panorama, 2020), “Central Airport THF” (Prêmio Anistia de Berlim, 2018), “Praia do Futuro” (Competição de Berlim, 2014), “O Abismo Prateado” (Quinzena de diretores de Cannes, 2011), “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” (Veneza, Orizontti, 2009) e “Céu de Suely” (Veneza, Orizontti, 2006). “A Vida Invisível”, o último longa-metragem de Aïnouz, ganhou o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2019 e, desde então, já recebeu vários prêmios em todo o mundo. Aïnouz é tutor de roteirista e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Laura Bonilla

Laura Bonilla é chefe da redação da Agence France-Presse (AFP) para a América Latina. É repórter há 25 anos, com passagens por Montevidéu, Washington DC, Nova York e Rio de Janeiro, onde foi chefe da redação do Brasil entre 2011 e 2016. Realizou reportagens especiais em 30 países, com destaque para o 9/11 em Nova York, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil, e a crise migratória na América Central e na fronteira entre o México e os Estados Unidos. É formada em jornalismo pela Universidade Católica de Montevidéu.

Lucas Weglinski

Lucas Weglinski atua há mais de 20 anos, como profissional de Cinema. Em 2021 lança seu 1o Longa como Diretor e Montador, “Máquina do Desejo: 60 Anos de Teat(r)o Oficina” (Co-Produção Canal Brasil. Distribuição Arteplex), Prêmio EDT de Melhor Montagem de Longa, Menção Honrosa no É Tudo Verdade 2021, Prêmio de Melhor Documentário no FICCSUR 2021 no Chile, Prêmio Memória do País nos 25 Anos de Brazilian Film Festival (NY, LA e Miami) e Finalista ao Prêmio ABCine de Melhor Edição de Longa e na Seleção Oficial do Festival Mix Brasil, Cine Vitória e Cuzco International Film Festival (Peru). Atualmente dirige seu 2o Longa, “Musica Natureza”, em fase de finalização. Dirigiu mais de 12 curtas, produziu outros 5 (que participaram de importantes Festivais como o Festival de Cannes – Seleção Oficial de 2004 com “Quimera”, Sundance, Guadalajara, Havana entre outros), idealizou e produziu 3 Mostras de Cinema (Cinema que Pensa e Mostra de 25 Anos de Cinema Indígena), como Montador, editou 12 curtas e dois longas metragens. Foi 3o Assist de Fotografia no Longa Ficção “La Sangre Iluminada” – México (2005) e 1o Assist de Direção no Longa Ficção “El Peluquero Romantico” – México e Brasil – 2019). 

Luiza Fagá

Luiza Fagá é documentarista e montadora. Trabalhou em filmes exibidos em diversos festivais latinos, norte-americanos e europeus. Entre eles estão o curta experimental “O presente é um animal que habita o meu estômago”, dirigido por ela e exibido no Images Festival (Canadá, 2015), e o documentário longa-metragem “Limiar”, dirigido por Coraci Ruiz, que estreou no MIX Brasil em 2020 e desde então circula por festivais e mostras nacionais e internacionais, como o Hot Docs (Canadá, 2021). Entre outras parcerias, colabora com o Laboratório Cisco em filmes e séries documentais e com a artista visual Luna Acosta em instalações. Integrou a equipe de audiovisual do Instituto Itaú Cultural como diretora, fotógrafa e editora, participando de dezenas de produções, como a video-instalação para a exposição Ocupação Hilda Hilst, uma homenagem à autora que combina imagens de arquivo e material original.  É graduada em jornalismo e pós-graduada em cinema pela Netherlands Film Academy. Durante a pós, desenvolveu uma investigação artística sobre o uso de imagens de arquivo em filmes experimentais e sobre a transcriação da literatura para o cinema. Atualmente é mestranda em Análise do Discurso na Universidad de Buenos Aires (UBA).

Maite Alberdi

Maite Alberdi Soto é uma produtora, diretora, documentarista, roteirista e crítica de cinema chilena. Seu filme mais recente, “El agente topo” (2020), foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário e candidato a Melhor Longa-Metragem Internacional. O filme também foi indicado ao Prêmio Goya de Melhor Filme Ibero-americano. 

Em 2011, ela lançou seu primeiro longa-metragem “The Lifeguard”. Através da Micromundo Producciones, sua produtora, dirigiu seu segundo filme “La Once”, que ganhou mais de 12 prêmios internacionais, e foi indicada ao Goya 2016 de Melhor Filme Ibero-Americano. Em 2016 lançou o curta-metragem “Não sou daqui” nomeado para o European Films Award e também estreou a sua terceira longa-metragem “The Grown-Ups” que obteve 10 prémios internacionais. Em Sundance 2020, ela estreou seu último filme “El agente topo”, o primeiro documentário chileno a ser indicado ao Oscar.

Marília Rocha

Marília Rocha dirigiu A cidade onde envelheço (2017), melhor filme e melhor direção Festival de Brasília, A falta que me faz (2010), melhor filme Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, Acácio (2008), Aboio (2005), melhor filme Festival É Tudo Verdade. Além da estreia em salas e participação em festivais, os filmes foram exibidos em museus como MoMA, New Museum e Mildred Lane Kemper Art Museum (USA), Musée d’ethnographie Neuchâtel (Suíça). O conjunto dos seus trabalhos tiveram mostras especiais no festival Visions du Réel na Suíça, Semana dos Realizadores RJ, Dockanema em Moçambique e Festival de Cine Internacional de Ourense, na Galícia.