Seminários

Os seminários propõem uma viagem pelo universo da criação e produção do cinema de não-ficção contemporâneo.

seminários 

Os Seminários DOCSP são um espaço de reflexão e inspiração com master classes e estudos de caso. São instâncias em que os criadores compartilham seus olhares sobre o mundo e sua forma de fazer cinema. Os participantes terão a possibilidade de interagir ao vivo, fazendo perguntas pelo chat ou vídeo chamada.

Este ano os Seminários acontecerão entre os dias 3 a 6 de novembro de 2021, confira a programação:

3 DE NOVEMBRO  | 15h30 – 16h

PALAVRAS DE ABERTURA

3 DE NOVEMBRO  | 16H – 18H

Masterclass “Engajamento com personagens”
Com Karim Aïnouz (Brasil) e mediação de Cléber Eduardo

O centro irradiador de energias dos filmes de Karim Aïnouz sempre foi sua adesão aos personagens. O cineasta cearense de percurso internacional, desde a estreia em longa metragem 20 anos atrás com “Madame Satã”, não julga seus protagonistas. Também não os enxerga como decalque de seus contextos, não importa se na ficção como em “O Céu de Sueli”, ou no documentário, como em “Nadjes A.” e “Aeroporto Central”, ambos ambientados em espaços de tensão e esperanças. Karim abraça os contrastes, as contradições, os sofrimentos e expectativas de seus seres de cinema, quase sempre em processos de grandes mudanças, deslocando-se de onde vivem ou tentando mudar os ambientes onde vivem.

Karim Aïnouz

Karim Aïnouz é um premiado cineasta, roteirista e artista visual. Estreou como diretor com “Madame Satã” (Cannes Un Certain, Regard 2002). Seus outros trabalhos incluem “Marinheiro das Montanhas” (Seleção Oficial Cannes, 2021), “Nardjes A.” (Berlin Panorama, 2020), “Central Airport THF” (Prêmio Anistia de Berlim, 2018), “Praia do Futuro” (Competição de Berlim, 2014), “O Abismo Prateado” (Quinzena de diretores de Cannes, 2011), “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” (Veneza, Orizontti, 2009) e “Céu de Suely” (Veneza, Orizontti, 2006). “A Vida Invisível”, o último longa-metragem de Aïnouz, ganhou o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2019 e, desde então, já recebeu vários prêmios em todo o mundo. Aïnouz é tutor de roteirista e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Cléber Eduardo

É curador do DOCSP desde 2015. Tem formação em Cinema, Comunicação e Ciências Sociais. Atua na curadoria do Cineop (Cine Ouro Preto) e coordena o FOFI (Festival Online de Filmes de Inquietação). Esteve curador entre 2007 e 2019 da Mostra de Tiradentes. Foi professor e pesquisador do Centro Universitário Senac entre 2008 e 2020. Como crítico de cinema, escreveu nos jornais Diário Popular e Folha da Tarde, assim como nas revistas Época, Sinopse e Contracampo. Foi um dos criadores da revista Cinética.

4 DE NOVEMBRO  | 10H – 12H

Masterclass “A montagem visual de um mundo através do tempo e do espaço”
Com Cristina Amaral (Brasil)

A proposta é transitar, através da montagem, por caminhos narrativos, por tempos possíveis e olhares diversos sobre o mundo.

Cristina Amaral

Paulista e formada em Cinema pela ECA-USP, é responsável pela montagem de filmes de diretores como Andrea Tonacci, Carlos Reichenbach, Edgard Navarro, Joel Yamaji, Carlos Adriano, Paula Gaitán, Raquel Gerber, entre outros.

A parceria com Carlos Reichenbach iniciou-se em “Alma Corsária” (premiado no Festival de Brasília), e rendeu diversos filmes posteriores, como “Dois Córregos”, “Garotas do ABC”, “Bens Confiscados” e “Falsa Loura”.

Com Andrea Tonacci, seu companheiro de vida, coordenou a produtora Extrema Produção Artística, e assinou a montagem de “Paixões”, “Serras da Desordem” e “Já visto, jamais visto”, entre outros. Mais recentemente, tem feito trabalhos ao lado de jovens realizadores como Adirley Queiroz, Thiago B.Mendonça, Eryk Rocha, Renata Martins, Djin Sganzerla e Jo Serfaty.

5 DE NOVEMBRO  | 10H – 12H

Masterclass “Maneiras de programar o acaso”
Com Maite Alberdi (Chile)

Sempre me perguntam se é possível escrever sobre a realidade, como abordar a escrita aberta. O roteiro do documentário é uma diretriz baseada em ciclos, a realidade pode ser delimitada para escrever e para predizer certos padrões. Sempre há maneiras de programar o acaso.

Maite Alberdi

Maite Alberdi Soto é uma produtora, diretora, documentarista, roteirista e crítica de cinema chilena. Seu filme mais recente, “El agente topo” (2020), foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário e candidato a Melhor Longa-Metragem Internacional. O filme também foi indicado ao Prêmio Goya de Melhor Filme Ibero-americano. 

Em 2011, ela lançou seu primeiro longa-metragem “The Lifeguard”. Através da Micromundo Producciones, sua produtora, dirigiu seu segundo filme “La Once”, que ganhou mais de 12 prêmios internacionais, e foi indicada ao Goya 2016 de Melhor Filme Ibero-Americano. Em 2016 lançou o curta-metragem “Não sou daqui” nomeado para o European Films Award e também estreou a sua terceira longa-metragem “The Grown-Ups” que obteve 10 prémios internacionais. Em Sundance 2020, ela estreou seu último filme “El agente topo”, o primeiro documentário chileno a ser indicado ao Oscar.

6 DE NOVEMBRO  | 10H – 12H

Masterclass “Questionando a História (Edição e Arquivos)”
Com Jean-Gabriel Périot (França)

Ao percorrer alguns de seus filmes, Jean-Gabriel Périot apresentará seu processo criativo com material visual de arquivo e como vincula pela montagem as questões da memória, história, violência, imagem e representação.

Jean-Gabriel Périot

Nascido na França em 1974, Jean-Gabriel Périot dirigiu vários curtas-metragens e desenvolveu seu próprio estilo de edição com imagens de arquivo. A maior parte de suas obras, tanto documentários como ficção, tratam da violência e da história. Seus curtas-metragens, incluindo “Dies Irae”, “Even If She Had Been A Criminal…”, “Nijuman no Borei” e “The Devil” foram exibidos em vários festivais e homenageados com vários prêmios. “A German Youth”, seu primeiro longa-metragem documental, abriu a seção Panorama da Berlinale 2015, foi lançado na França, Alemanha e Suíça e recebeu diversos prêmios em festivais. “Natsu no hikari (Summer Lights)”, seu primeiro longa-metragem de ficção, estreou no festival de cinema de San Sebastian 2016 e foi exibido em festivais antes de seu lançamento nos cinemas franceses em 2017. “Our Defeats” estreou no Fórum da Berlinale 2019. “Returning to Reims [Fragment]” foi selecionado na Quinzena dos Diretores em Cannes 2021.

* Os seminários contarão com tradução simultânea para o português.

A realização dos Seminários DOCSP 2021 conta com o apoio do Goethe-Institut e do Consulado Geral da França no Brasil.

LOCAL

ONLINE (via ZOOM)

CREDENCIAMENTO

Para acessar toda programação dos Seminários DOCSP 2021 você deve adquirir uma Credencial SEMINÁRIOS.

VALORES

Credencial SEMINÁRIOS R$ 50,00 (+ taxa da plataforma Sympla)

Credencial SEMINÁRIOS (meia-entrada): R$ 25,00 (+ taxa da plataforma Sympla)

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